Saturday, January 26, 2008

Não me deixe só

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor

Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem



Às vezes dou comigo mergulhada em dúvidas...

Criadas por mim, eu sei, mas irreais? Será?
As pessoas acabam sempre por desiludir a determinada altura... Que medo é este então? Que o meu chão trema de novo? Que a imagem imaculada que tenho tua se quebre e eu descubra que afinal és apenas um homem? Igual a todos os outros?
I
Nem eu sei responder porque penso nisso, quando nada existe que fomente tal dúvida...
Talvez seja mesmo isso, o não existir nada... Como é possível uma relação tão pacífica assim? Será real, ou andamos nós a construir um moínho de vento?

Para quando o dia em que me vais fazer sofrer? Para quando o momento da primeira desilusão?
Para quando o momento do primeiro berro? Do primeiro choro? Do primeiro virar de costas?

Será que realmente acontecerá, ou sou eu apenas que não sei amar de forma tranquila?
Não me apetece chatear, nem perder a paciência com coisas insignificantes... Mas o facto de não estar para aí virada faz-me pensar no «e se acontecer»?

Só de pensar nisso sinto um aperto no peito, como se de alguma maneira sofresse por algo que está para chegar...

( Ou então já me vi em alguma situação em que fiquei de pé atrás e esta minha maneira de pensar que nem todos são iguais, e de dar sempre outra oportunidade, tenha feito com que não ligasse muito no momento... Não sei... Sinceramente não sei... )

Porque será que tenho tanto medo de ser feliz?...


P.S. - Bahhh... Eu às vezes só tenho caca na cabeça, não é?... Enfim...


1 comment:

Popper said...

Oi discípula. Caca na cabeça temos todos. Bjo.